Legal Analytics como meio colaborativo entre Escritórios e Departamentos Jurídicos

Há muito tempo, a vertical de Analytics e Jurimetria se tornou para os escritórios não um diferencial competitivo, mas uma necessidade básica e uma expectativa concreta de todo o mercado jurídico. Assim como as melhores estratégias e teses de defesa são pressupostos de uma atuação esperada por qualquer banca, um conhecimento gerencial, estatístico e preditivo também já são realidade.

Assim, a era dos achismos e do feeling puro, dá lugar a decisões lastreada por dados. A visão de que o gestor jurídico é aquele que toma as decisões solitariamente em escritórios e departamentos jurídicos é cada vez menos verdadeira. O líder não é mais necessariamente o dono da caneta, mas sim as experiências de seu setor. Na medida em que estas experiências constroem dados, são elas quem irão indicar as decisões. E o trabalho destes líderes passa a ser o de contribuir para uma cultura de gestão de dados, de um modelo a que ele mesmo possa se submeter.

É essa cultura a que chamamos data driven que permite ao advogado não somente desenvolver as melhores teses, mas indicar aos seus clientes um retrato fiel do perfil de sua carteira de processos. Para muito além do simples provisionamento de possíveis perdas em condenações, as perguntas a serem respondidas são cada vez mais profundas: qual o comportamento esperado de performance e desdobramento destes processos? Como esse comportamento se desdobra nas diferentes regiões e tribunais do país? Qual a melhor estratégia para cada tipo de ação? Qual política de acordos adotar? Como planejar estrategicamente a gestão de redução de estoque de processos? Como ser visto pelos tribunais como um litigante colaborativo?

Essas e outras perguntas, que antes eram somente questionamentos feitos a departamentos jurídicos, agora fazem parte dos problemas de trato diário também dos escritórios. Afinal, se os dados são de fato o novo petróleo, há um ativo imensurável nas mãos dos advogados terceirizados que, muitas e muitas vezes, conhecem melhor o perfil do cliente do que ele próprio. E sendo assim, por que não participar como influenciador ativo também na definição das estratégias dos departamentos jurídicos?

 

Guilherme é Advogado, Especialista em Processo Civil e Gestão de Negócios.
Superintendente Operacional do Grupo Barcelos

Perfil do linkedin: linkedin.com/in/guilherme-marchi-b65656129

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